domingo, 30 de maio de 2010

Método Abelhinha

Estamos estudando sobre métodos sintéticos e nossa apostila traz o "Método Abelhinha" como um dos métodos que trabalham alfabetização tendo o fonema como base.

Conheça os cartazes utilizados visitando o site "Espaço Educar":

Os métodos fônicos muitas vezes se valem de historinhas para dar o caráter lúdico ao ato de alfabetizar. Conheça a historinha que narra o Método Abelhinha:

Capítulo 1

Introdução dos fonemas: a, e (fechado), i, o (aberto), u - Apresentação da abelhinha, da escova mágica, do índio, dos óculos quebrados e do ursinho.

Era uma vez uma abelhinha que nasceu com asas de um lado só.
Não podia voar, nem um pouquinho. Tinha mesmo de andar. E ela ficava tão cansada que suspirava assim: a...
O professor emitirá o som a (som aberto) e perguntará:
- Quem sabe fazer o som da abelhinha?

A abelhinha tinha tanta vontade de voar...
Se ela pudesse voar, quantas coisas maravilhosas havia de fazer!
A abelhinha contava tudo que pensava a uma escova, amiga dela.

A escova era mágica, mas a abelhinha não sabia.
Um dia, a escova encantada disse à abelhinha:
- Você ainda há de ter asas deste lado também. Espere com paciência, minha amiga!
A abelhinha nem queria acreditar em tanta felicidade. Então a escova mágica explicou:
- Eu sou uma escova mágica. Posso fazer muita coisa boa. Eu vou ajudar você.
Desde esse dia, a abelhinha pensava muito na promessa da amiga. Quando a escova via abelhinha pensando, dizia com uma voz muito rouca e misteriosa: ê...
O professor emitirá o som e (som fechado) e dirá:
- Vamos imitar a escova?


Ou então dizia estes versinhos:
- Querida amiga abelhinha,
Vou fazer você voar.
Eu ajudo de verdade
Mas você tem de esperar.

Nessa hora, a abelhinha dava uma risada gostosa. Depois, conversava, conversava. Por fim, pedia licença para dormir um soninho, bem escondida nos pelos da escova mágica.
Todas as manhãs, a abelhinha costumava brincar perto de um mato muito alto.
Uma vez, ela viu as folhas do mato se mexerem. E no mesmo instante escutou um barulhinho assim: i ...
O professor emitirá o som i, agindo como nas vezes anteriores

A abelhinha olhou para um lado, olhou para outro e não viu nada. Nada, nada, nada... Começou a sentir um pouquinho de medo. Pensou em voltar correndo para junto da escova mágica. Nisto saiu do mato um pequeno índio, todo enfeitado de penas.
A abelhinha, muito espantada, perguntou:
- Foi você que fez aquele barulhinho, foi?
- Eu mesmo! Por quê?
A abelhinha disse logo:
- Porque eu estava com medo. Mas agora já passou. Sabe de uma coisa? Estou gostando muito de você. Quer ser meu amigo, indiozinho?
- Feito, falou o pequeno índio.
Na mesma hora, os dois combinaram um a porção de brincadeiras boas.
Uma tarde, a abelhinha e o índio brincavam no quintal de uma casa grande.
A abelhinha viu no chão uma coisa muito esquisita.
Olhou... Olhou... Tornou a olhar... Nunca tinha visto aquilo. Parecia um bicho mas não era. Que é que podia ser?
A abelhinha resolveu perguntar:
- Como é o seu nome?
Mas a tal coisa esquisita só fez um barulhinho assim: ó...
O professor emitirá o som o (som aberto), agindo como nas vezes anteriores.

Foi aí que a abelhinha viu que a tal coisa esquisita eram uns óculos quebrados.
Cheia de pena, ela indagou:
- Que foi que aconteceu com você, amigo óculos? Você escorregou?
Tropeçou numa pedra? Caiu de algum lugar?
Os óculos não disseram uma palavra.
Então a abelhinha achou que os óculos estavam precisando de ajuda. Para consolar o amigo, falou com muito carinho:
- Eu vou ajudar você, ouviu? Vou pedir à minha amiga, a escova mágica, que concerte você. Quer ir comigo a casa dela? Amigo índio, quer vir conosco?
O indiozinho logo aceitou o convite. Apanhou os óculos e acompanhou a abelhinha. Andaram... andaram... andaram...
De repente, que é que eles viram junto de uma árvore? Um ursinho! O ursinho era muito levado. Quis logo fazer uma travessura. Escondeu-se atrás da árvore e para assustar os amigos ele fez assim: u...
O professor emitirá o som u, agindo como nas vezes anteriores.

A abelhinha nem nada. Continuou calma. Há muito tempo ela já conhecia as brincadeiras do ursinho.
O pequeno índio deu uma corrida para agarrar o ursinho. Foi quando a abelhinha reclamou muito aborrecida:
- Ursinho! Amigo índio! Parem com essa brincadeira. Não podemos perder tempo. Os óculos quebrados estão precisando de ajuda. Temos de achar depressa a escova mágica. Você quer vir conosco, ursinho?
- Quero sim, abelhinha! Eu também gosto de ajudar, respondeu o ursinho.
A abelhinha, os óculos quebrados, o pequeno índio e o ursinho foram procurar a escova mágica.

GOSTOU? Quer saber como esta história continua? Faça o download dos outros 6 capítulos CLICANDO AQUI.


Etapas do “Método da Abelhinha”

1ª Etapa - Período Preparatório ou Integração da Criança

2ª Etapa – História ou Início da Alfabetização
Capítulo 1 – Vogais a, e, i, o, u (abelha, escova, índio, óculos, urso)

Capítulo 2 – Consoantes v, d, l, m (vaga-lume, dália, lobo, minhoca) e a palavra mágica quadiduvivu.

Capítulo 3 – Consoantes p, g, r, t
(pipa, gato, rato, torre).

Capítulo 4 – Consoantes b, s, j, n
(bule, sapo, jacaré e neném).

Capítulo 5 – Consoantes f, c, z, x
(faca, caracol, zebra, Xaveco).

Capítulo 6 - Apresentação do h
(harpa) e dos dígrafos ch, nh, lh.

Capítulo 7 – Fim da história.
Apresentação da Abelhinha com as novas asas (Introdução dos sons Ah! Oh!).

3ª Etapa – Completando a Alfabetização
Uso da cedilha, til, r e rr, s, ss, qu.

Referências:
SILVA, Almira Sampaio Brasil da; PINHEIRO, Lúcia Marques; CARDOSO, Risoleta Ferreira. Método Misto de Ensino da Leitura e da Escrita e História da Abelhinha – Guia do Mestre. 7. ed. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 1973.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Informes de Avaliações do 2º Bimestre

Política Educacional:

  1. Avaliação:

4001 - dia 11/06/2010:
4002 - dia 09/06/2010:
Primeiro Período - Estudar texto da apostila e exercícios dados em sala. Sem consulta. Valor a ser definido.

  • Para aqueles que não tem a apostila de Política Educacional, faça download aqui.
    1. Alfabetização:

      1. Avaliação dia 25/05/10 (nesta 2ª feira): Assunto - Método Sintético de Alfabetização - Abordagens gerais e Método Alfabético. Apostila aqui.

      Bom final de semana, bons estudos e boa sorte!

      História ao Contrário - Prod.Txt.

      Vocês já imaginaram uma história contada ao contrário?
      Esta é a dica de produção de texto que trago para você conhecer e, quem sabe, vir a usar em suas aulas.
      A proposta de hoje é baseada no Clássico "Os Três Porquinhos".
      Clique aqui para fazer download do arquivo e conhecer a proposta.




      Além disso, neste site você encontra ilustrações a respeito desta história.
      Que tal conhecer?
      Bom fim de semana!

      segunda-feira, 10 de maio de 2010

      Traços da Política Educacional Brasileira

      Texto:

      A política educacional brasileira sempre teve, desde os primórdios da nossa colonização, características de dualidade e seletividade. A escola não poderia gerar deslocamentos sociais, por isso, desde o princípio foi pensado dois modelos educacionais distintos: um acadêmico destinado a classe burguesa dominante e outro primário seguido de cursos profissionalizantes, destinado às classes menos privilegiadas. Nosso modelo educacional nada mais era do que uma cópia dos modelos já existentes na Europa.
      No entanto, somente o fato de existir um modelo educacional para ricos e pobres não seria suficiente para impedir qualquer mobilidade social. Dessa forma, os dois sistemas tinham duas características básicas que impediam a entrada de pobres no sistema acadêmico de ensino: a primeira e talvez principal era que o sistema de ensino era particular, ou seja, as pessoas teriam que pagar para ingressarem nessas escolas e a segunda era que os conteúdos ministrados nessas aulas não tinham finalidades práticas no dia-a-dia das pessoas, desencorajando-as a estudarem coisas “inúteis”.
      Essa prática foi bastante eficaz na contenção da expansão do sistema educacional, bem como da estagnação social, até por volta da década de 20 do século passado, quando começa a surgir uma classe nova no Brasil, a saber, a Classe média. Isso porque, até então no Brasil só existiam duas classes, como já foi citado. Essa nova classe começa a exigir o seu lugar na sociedade e busca, através da educação, uma forma de vislumbrar uma progressão social maior. Com isso, o sistema educacional brasileiro, até então elitizado e cheio de aspectos culturais estrangeiros, começa a se “distanciar” desse modelo e a se desagregar dessa pseudocultura.
      Mesmo com essa grande mudança que a educação brasileira começou a sofrer, as classes menos privilegiadas continuaram a sofrer com um sistema educacional dual. As políticas governamentais na área da educação continuaram sendo no sentido de termos dois sistemas educacionais distintos. Tanto que o Governo manteve as escolas “populares e de trabalho” a seu cargo, deixando o ensino secundário acadêmico em segundo plano uma vez que este era o meio para se chegar ao ensino superior. Ou seja, o ensino destinado às classes menos privilegiadas não era meio de acesso a outros níveis de ensino superiores.
      Neves (1999) deixa bem claro como o Estado tentava, através da educação manter a estagnação social no Brasil:
      Para a maioria daqueles que realiza ou realizarão tarefas mais simples no mundo do trabalho oferece-se uma escolarização mínima de oito séries. Para aqueles que efetuam ou possam vir a efetuar tarefas simples ou pouco mais elaboradas a terminalidade da sua trajetória educacional é conseguida pela conclusão do ensino médio (…) Para aqueles “cidadãos de 1ª Classe” (…) ensino fundamental e ensino médio propedêutico ao ensino superior realizado majoritariamente na rede privada de ensino médio.”
      Tudo isso foi possível através de uma legislação destinada única e exclusivamente para que a educação superior fosse um produto caro e dessa forma inacessível para a maioria da população. O cidadão comum teria que muito cedo entrar no mercado de trabalho para poder sobreviver, dessa forma a educação superior se tornava um sonho cada vez mais inatingível para a maioria, pois era um sistema de ensino particular e dessa forma muito caro.
      Podemos destacar essas características como um bom exemplo de como o sistema educacional Brasileiro, foi e continua sendo um sistema dual e altamente seletivo. Todas essas características apontadas infelizmente ainda se fazem presentes no nosso dia-a-dia e sem grandes perspectivas de mudanças. Estamos caminhando de uma sociedade totalmente alienada para uma outra consciente de sua alienação, mas que não consegue se libertar desse mal. Será que nós enquanto educadores estamos trabalhando para mudar essa realidade? Isso cada um pode responder por si só (…).

      Questões a serem respondidas:
      1. Parte do texto que explica o conceito de dualidade:

      2. O que o texto identifica como seletividade:

      3. Relate as duas características básicas do impedimento da entrada de pobres no sistema acadêmico de ensino:

      4. Explique o que vocês entendem por estagnação social:

      5. Por volta da década de 20, surge uma nova classe intermediária na pirâmide social. Qual é? Quais as suas intenções sociais?

      6. Quanto ao ensino superior, era acessível a todos? Explique:

      7. Apesar das mudanças, as classes menos privilegiadas continuaram a sofrer com o sistema vigente. Por quê?

      8. Enquanto educadores, aponte 5 alternativas para se mudar a realidade educacional descrita no texto: